">
A saúde tem sido apontada como prioridade e também como principal preocupação dos brasileiros, segundo pesquisas realizadas em todo o país nos últimos anos e cujos resultados se repetem em pesquisas recentes.
Considerando a importância da comunicação tanto para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, quanto para a compreensão a respeito da saúde privada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em parceria com o Canal Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, realizará na sexta-feira, 28/11, de 8h30 as 17h, o seminário CONASS Debate – Que saúde você vê? Com o formato de um programa televisivo, o debate permitirá a interação tanto da plateia quanto dos internautas que acompanharão o evento em tempo real.
Entre os convidados estão a repórter Cláudia Colucci, da Folha de São Paulo; a pesquisadora do Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), do Icict/Fiocruz, Inesita Soares de Araujo; a produtora dos programas de saúde da Rede Globo, Fabiane Leite; e o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Murilo César Ramos. Os debates serão mediados pelo apresentador do Canal Saúde, Renato Farias.
O evento conta com a participação de secretários estaduais de saúde e suas equipes de comunicação, comunicadores da saúde e profissionais da mídia. A expectativa do Conass e do Canal Saúde é refletir sobre as formas como a saúde (pública ou privada) é comunicada e, por conseguinte, compreendida pela sociedade brasileira. Estará em debate a imagem do SUS na mídia, a relação entre os gestores de saúde e a imprensa, o cenário político da comunicação no Brasil e seus impactos sobre a saúde brasileira.
A transmissão de todo o evento poderá ser assistida on-line no Canal Saúde, pelo endereço http://www.canal.fiocruz.br/aovivo/index.php
O "CONASS Debate: Que saúde você vê?" será apresentado de 8h30 às 17h, no Museu da Vida, Fiocruz, Avenida Brasil, 4.365, Manguinhos
A saúde é tema prevalente em todas as mídias que divulgam desde as mazelas dos hospitais até dicas de prevenção a doenças. Por meio de jornais, revistas, rádios, bem como na TV ou nos sites e redes sociais da internet, é possível acompanhar a política de saúde; conhecer serviços e produtos que a ciência e o mercado disponibilizam todo o tempo. Esse mosaico de informações remete a distintas visões de saúde e, igualmente, a distintas visões sobre os melhores caminhos para efetivá-la.
Mas o texto publicado ou o spot veiculado representam apenas o início do processo. Importa saber a quais públicos interessou, como estes públicos compreenderam a mensagem e como a ela reagiram, e se reagiram. Cada leitor de jornal, cada espectador de TV, cada internauta dá sentido ao que recebe pela mídia a partir de suas próprias experiências e conhecimentos.
Em relação ao SUS muitas são as “comunicações”. Mídia, governos e movimentos sociais discutem a saúde a partir de seus interesses, que variam da necessidade de “vender” a notícia, ao desejo de visibilidade, passando pela missão de informar a população. Em meio a esse emaranhado de discursos que informação chega à sociedade? A necessidade de resposta a esta pergunta torna a “Comunicação em Saúde” um tema fundamental.
É preciso reconhecer a comunicação como área estratégica da saúde e não como um setor que produz folderes ou marca entrevistas. Não se trata apenas de “pautar” a imprensa ou “ter um furo de reportagem”, mas de estabelecer uma relação efetiva entre os profissionais que comunicam a saúde, independente do lado do balcão em que estejam. No horizonte, a perspectiva de uma política de comunicação que abranja toda a gestão de saúde no país, refletida também na formação dos comunicadores brasileiros.
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)
Av. Brasil, 4.365 - Pavilhão Haity Moussatché - Manguinhos, Rio de Janeiro
CEP: 21040-900 | Tel.: (+55 21) 3865-3131 | Fax.: (+55 21) 2270-2668
Este site é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.
O conteúdo deste portal pode ser utilizado para todos os fins não comerciais, respeitados e reservados os direitos morais dos autores.
Comentar