Com uma plateia atenta, o pesquisador Alan Porter, PHD do Technology Policy and Assessment Center do Georgia Institute of Technology (EUA), falou por cerca de três horas sobre a importância do tratamento automatizado de dados advindos de bases bibliográficas estruturadas em sua palestra ‘Prospecção Tecnológica em Patentes’, na quinta-feira, 30]8, no auditório do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Durante a palestra, realizada pelo Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Licts/Icict), Alan Porter falou da importância de se trabalhar com bases de dados múltiplas nas pesquisas sobre patentes, como a Factiva (que fornece acesso às bases de dados de notícias e informações financeiras publicadas em revistas, jornais e outras fontes de informações), a WOS (Web of Science) (base de dados que indexa publicações científicas de todo o mundo e tem mais de 11 mil periódicos disponíveis) e a DWPI (sigla em inglês do Índice Mundial de Patentes Derwent).
Porter afirmou que as bases de dados devem ser tratadas considerando as informações técnicas e as contextuais. A partir de análises criteriosas é possível se fazer projeção de tendências, apontando, inclusive, novos caminhos de inovações tecnológicas. Como exemplo, ele citou a produção de células solares, em que a prospecção tecnológica permitiu verificar os avanços na pesquisa e desenvolvimento de material, analisar a duração dos incentivos governamentais, o alinhamento às necessidades do mercado, há necessidade de regulamentação de uso do material e o ciclo de vida dele, tudo alinhado a uma projeção de prazos, por exemplo.
Ele também explicou o uso do software ‘Vantage Point’ e demonstrou como é possível fazer essa prospecção, a partir de uma padronização de dados feita pelo programa. Porter ressaltou que a análise de patentes serve para os gestores e outros pesquisadores desenvolver estratégicas e políticas de desenvolvimento.